Livraria Cultura e Paço Alfândega (Domingo, 28/06 - 3h)
Vamos ficar um tempo na livraria, tomar um café, comer alguma coisa.
Depois podemos olhar a feirinha e ver o que tem na Torre Malakoff.
Shopping Plaza (Quarta-feira, 01/07 - 1h)
Cineminha legal com amigos. Lembrando que eu vou ter que voltar pra Giovanni.
Vamos pegar sessão cedo, tá pessoal?
Show no Armazém 14 (Sábado, 04/07 - 1h)
Com Leco e amiguinhos dele.
Fenneart (Terça-feira, 07/07 - 1h)
Feira de artesanato que todo mundo já conhece.
Levem dinheiro pra comidinha, gente!
Brennand (Segunda-feira, 06/07 - 1h)
Integração com a natureza, quem não gosta?
Vamos sair não muito tarde de novo.
Fenneart (Terça-feira, 07/07 - 1h)
Feira de artesanato que todo mundo já conhece.
Levem dinheiro pra comidinha, gente!
Show de Zeca Baleiro (Sexta-feira, 10/07 - 9h)
Ah, vai ser muito bom!
Zeca Baleiro Rules <3
Pin-up (Terça-feira, 14/07 - 4h)
Vamos realizar o sonho de Marília.
Vai ser na do Shopping Recife, levem dinheiro.
Portal do Derby (Quarta-feira, 15/07 - 1h)
Almoço e tal. Eu sou desinformada e não conhecia o lugar.
Mas enfim, LET'S GO!
- Location:San Diego
- Music:The Beatles - Don't Let Me Down
"Bom dia, olha as flores que eu trouxe pra você, amor. São pra comemorar aquele dia que passei a viver do teu lado. Eu me lembro, entre nós não havia quase nada. E agora é só você que me faz cantar. Havia mil motivos pra eu não estar naquele show, mas o nosso destino foi escrito sob o som de uma banda qualquer. Eu me lembro, em outubro conheci meu amor. E agora é só você que me faz cantar e é só você que me faz cantar."
Essa música parece se encaixar perfeitamente nessa postagem. No lugar de postagem, eu ia escrever "ocasião", mas lembrei logo que você não gosta muito dessa minha fixação por datas. Não é a data em si, é que eu penso: mais um mês! Mas claro que todos os dias eu também penso: mais um dia! E cada hora, cada minuto, cada segundo. Porque todo o tempo que eu passo com você é importante o suficiente pra ser lembrado. Voltando à música, vê como ela se diz tudo! Me dá uma nostalgia lembrar daquele primeiro show. Não, não tinha nada entre a gente. Mas hoje é só você quem me faz cantar, quem me faz sorrir. Eu só queria passar os meus dias contigo, queria te beijar até cansar, queria ter você só pra mim. Ultimamente, a gente tem se visto menos. Você quase não tem aula pela manhã, e eu estudo a tarde - enfim, os horários não bateram. Não tens idéia do quanto eu senti sua falta nessa semana. Tenho essa necessidade constante de te ver, de te ter. Tudo vira de cabeça pra baixo quando você não está por perto. Desculpa se eu sou assim, meio chiclete e tudo mais. Não sei explicar o quanto é bom estar junto de ti, meu bem. Hoje, são dois meses que estamos juntos, não é? Espero eu que sejam dois meses de muitos que ainda estão por vir. Morro de medo de fazer alguma besteira e estragar tudo, ou de você enjoar de mim, ou sei lá. Eu te quero cada vez mais. Te quero muito mais que ontem e muito menos que amanhã. Você é tudo que eu preciso, você é quem me faz sorrir, você é quem me faz feliz. E agora meu mundinho não faz mais sentido se não tiver você. Posso estar parecendo uma menina besta e apaixonada falando isso, mas e daí? Eu sou uma menina besta e apaixonada! Sou louca por um tal de Alexsandro Vasconcelos. Sabe amor, quero que tudo continue assim, quero que esse cheiro de Humor nº 4 nunca saia do meu quarto, quero que meu pai continue te dando carona até em casa, quero continuar te levando comigo pra Itapoama, quero continuar saindo contigo, quero continuar te colocando em todos os meus programas, quero que você fique comigo quando eu estiver triste, quero que você me acalme, quero poder ter a certeza de que tem alguém pensando em mim antes de dormir, quero tudo que eu já tenho e quero muito mais, quero mais de você, quero mais com você.
Sei que talvez minhas palavras estejam meio desléxicas, sem sentido, perdidas. Mas como você uma vez me disse, não tem como explicar o amor, não importa o quanto a gente tente. No entanto, acho que a graça é tentar, mesmo sabendo que eu podia usar todos os verbetes do dicionário e ainda assim não ia conseguir descrever nem um porcento do que eu sinto por você. Amar é muito mais do que isso, você só sente, não explica. Isso que acontece entre a gente: amor. É também por isso que nossa relação vem resistindo a esses problemas pequenos que surgem de quando em vez. Porque o que a gente sente um pelo outro é muito maior do que qualquer desses probleminhas. Sei que você já me disse que amar não se resume só a dizer eu te amo, mas preciso te dizer o quanto eu fico feliz ouvindo essas palavras saindo da sua boca, é como se todas as células do meu corpo se agitassem de uma só vez - inexplicável. Quero continuar ouvindo você dizer essas três palavrinhas, quero mais que tudo saber que você sente isso, o que é muito mais importante. Eu sei que você sabe, mas eu gosto de lembrar que estou sempre aqui do seu lado pra o que você precisar, desde contar como foi o seu dia (que eu sei que você não vai fazer) até ajudar em algum problema na sua vidinha. Eu te amo muito muito muito, com todas as forças desse meu coraçãozinho. (L)
- Location:Belo Horizonte
- Music:Bom Dia - Los Hermanos
"Quem não tem namorado é alguém que tirou férias de si mesmo. Namorado é a mais difícil das conquistas. Difícil porque namorado de verdade é muito raro. Necessita de adivinhação, de pele, de saliva, de lágrima, nuvem, quindim, brisa ou filosofia. Paquera, gabiriu, flerte, caso, transa, envolvimento, até paixão é fácil. Mas namorado mesmo, é muito difícil. Namorado não precisa ser o mais bonito, mas aquele a quem se quer proteger e quando se chega ao lado dele a gente treme, sua frio e quase desmaia pedindo proteção. A proteção não precisa ser parruda, decidida, ou bandoleira; basta um olhar de compreensão ou mesmo aflição. Quem não tem namorado não é quem não tem amor: é quem não sabe o gosto de namorar. Se você tem três pretendentes, dois paqueras, um envolvimento, e dois amantes, mesmo assim não pode ter namorado. Não tem namorado quem não sabe o gosto da chuva, cinema, sessão das duas, medo do pai, sanduíche de padaria ou drible no trabalho. Não tem namorado quem transa sem carinho, quem se acaricia sem vontade de virar sorvete ou largatixa e quem ama sem alegria. Não tem namorado quem faz pactos de amor apenas com a infelicidade. Namorar é fazer pactos de amor com a felicidade ainda que rápida, escondida, fugidia ou impossível de durar. Não tem namorado quem não sabe o valor de mãos dadas; de carinho escondido na hora em que passa o filme; de flor catada no muro e entregue de repente, de poesia de Fernando Pessoa, Vinícius de Moraes ou Chico Buarque lida bem devagar; de gargalhada quando fala junto ou descobre a meia rasgada; de ânsia enorme de viajar junto para a Escócia ou mesmo de metrô, bonde, nuvem, cavalo alado, tapete mágico ou foguete interplanetário. Não tem namorado quem não gosta de falar do próprio amor, nem de ficar horas e horas olhando o mistério do outro dentro dos olhos dele, abobalhados de alegria pela lucidez do amor. Não tem namorado quem não redescobre a criança própria e a do amado e sai com ela para parques, fliperamas, beira d'água, show do Milton Nascimento, bosques enluarados, ruas de sonhos ou musical da Metro.
Não tem namorado quem não tem música secreta com ele, quem não dedica livros, quem não recorta artigos, quem não chateia com o fato de o seu bem ser paquerado. Não tem namorado quem ama sem gostar; quem gosta sem curtir; quem curte sem aprofundar. Não tem namorado quem nunca sentiu o gosto de ser lembrado de repente no fim de semana, na madrugada ou meio-dia de sol em plena praia cheia de rivais. Não tem namorado quem ama sem se dedicar; quem namora sem brincar; quem vive cheio de obrigações; quem faz sexo sem esperar o outro ir junto com ele. Não tem namorado quem confunde solidão com ficar sozinho e em paz. Não tem namorado quem não fala sozinho, não ri de si mesmo e quem tem medo de ser afetivo. Se você não tem namorado porque não descobriu que o amor é alegre e você vive pesando duzentos quilos de grilo e medo, ponha a saia mais leve, aquela de chita e passeie de mãos dadas com o ar. Enfeite-se com margaridas e ternuras e escove a alma com leves fricções de esperança. De alma escovada e coração estouvado, saia do quintal de si mesmo e descubra o próprio jardim. Acorde com gosto de caqui e sorria lírios para quem passe debaixo de sua janela. Ponha intenções de quermesse em seus olhos e beba licor de contos de fada. Ande como se o chão estivesse repleto de sons de flauta e do céu descesse uma névoa de borboletas, cada qual trazendo uma pérola falante a dizer frases sutis e palavras de galantearia. Se você não tem namorado porque ainda não enlouqueceu aquele pouquinho necessário a fazer a vida passar e de repente parecer que tudo faz sentido: Enlou-creça!"
- Location:Macapá
- Music:Tão Perto, Tão Certo - Volver
Ainda não sei bem qual foi a desse título, acho que era só uma música que ouvi alguém cantar mais cedo. Medo de amar, que coisa. Eu acho que percebi que não tenho medo de amar, não. Tenho medo é de ter que desamar depois, machuca demais. Mas também de que vale a vida sem tentar? Eu arriquei de novo. Joguei todas as fichas que tinha em você, querido. Se eu tenho medo de acabar mal? É claro que sim, a graça é essa! Nunca gostei de nada muito fácil. Sabe, quando a gente esteve junto a primeira vez, no dia 04 de outubro de 2008, eu não sei bem porque aconteceu. Estava com uns problemas ainda não resolvidos, mesmo assim, aconteceu. Não levei pra frente, não era a hora. E algum tempo depois, exatamente no dia 07 de fevereiro de 2009, aconteceu de novo. Dessa vez, foi diferente. Não o momento em si... até hoje digo que aquele lugar é horrível, mas sim, o que veio depois. Da primeira vez, eu nem pensei em continuar, nem nada. Já dessa, eu comecei a pensar em muita coisa. Tanto é que alguns dias depois, mais precisamente dia 10 de março, eu fui ao seu encontro e disse tudo aquilo que você já sabe. E desde esse dia estamos aqui. Eu gostando cada vez mais de você e, bem, eu não sei bem do seu lado, a gente nunca toca nesse ponto: gostar, amar, sei lá. Fico curiosa sobre o que acontece do outro lado, no seu coração. Também não ouso perguntar, acho que é uma coisa que eu devia saber só de saber, pena que não é assim. Pensei aqui no dia em que a gente se conheceu, que nenhum de nós dois sabe a data ao certo, eu estava jogando totó com o pessoal e você estava lá também. Eu confesso que não me lembro de muitos detalhes (memória de formiga), mas eu lembro bem que não tinha te visto ainda até ali. Quando eu virei pra ver alguma coisa e te vi, me assustei. Não sei explicar não, mas você me parecia familiar. Será que a gente já não se conhecia? Eu pensei na hora. Depois olhei de novo e percebi que não, mas você me chamou a atenção de primeira. Não é nada fácil admitir as coisas assim, você vai ficar se sentindo a bala que matou Kurt Cobain - não que seja pra menos, ter chamado minha atenção assim não acontece sempre. O fato é que eu perguntei a uma amiga quem era o tal que me parecia familiar. Essa parte eu acho que te contei, vou omitir daqui as informações que ela me deu. Acontece que um tempo depois, um passarinho verde me contou que você tinha comentado que eu não tinha estilo, algo do tipo. Descartei todas as possibilidades na hora, deixei o assunto de lado. Não que eu tenha estilo, mas que comentário mais desnecessário! Continuo arriscando, assim mesmo, sem certeza dos seus sentimentos. Vou dizendo lHoje faz uma semana que a gente está namorando sério, faz quase dois meses que a gente está junto, e faz muito tempo que a gente se conhece. Estou pensando ainda se vou te dar o endereço desse meu jornal, tenho um pouco de vergonha do que escrevo, às vezes, é melhor guardar algumas coisas pra si, mas eu acabo escrevendo tudo. Afinal, poucas pessoas conhecem esse meu mundinho aqui. Sabe do que mais eu tenho vergonha? De você enxergar a minha situação. No começo, eu tentava ser forte, fria, em outras palavras, difícil. Tava com medo de me apegar a você. Mas depois veio um outro medo, o de te perder. Tinha e tenho medo de te perder por ser desse jeito. Esse medo acabou vencendo o primeiro, e enfim, eu agora pareço muito mais transparente. É que eu gosto de você, puxa. Mas eu não sei se você gosta de mim também, apesar de tudo. De vez em quando, você oscila entre o gosta e a indiferença, o que me deixa confusa. E olhe, olhe! Quero conhecer a sua mãe antes da gente completar um mês, viu? E tenho dito. Quero conhecer todo mundo, todo mundo que tu gosta, quero fazer parte da tua vida. Nâo quero mudar nada, não. Só quero entrar, sem fazer tumulto, causar agitação.
Não acho mesmo que você vá parar pra ler tudo, eu teria preguiça no seu lugar. Mas nem vou fazer nada muito grande, ainda tenho que estudar. E minha mãe vai me matar se ver que eu ainda não estou fazendo isso. São só alguns minutos, ela vai entender. Vou te contar um segredo agora. Lembra que a gente conversou sobre ciúme um dia desses no metrô? Vou falar: eu tenho ciúme. E mais, vou te dizer o porquê. Eu me acho feia, gorda, estranha, jegue, chata, anti-social, burra, antipática, (...), e não me acho boa o suficiente pra você. Claro que eu confio em você o bastante pra saber que você não vai me trair, isso é fato. Mas o meu ciúme não vem do medo da traição, mas da troca. E quando você me perguntou naquela segunda feira da festa - Tu acha que eu ia te trocar por Lívia? - eu podia crer que sim. Porque eu nem ao menos me acho digna de estar contigo. Sério, olha pra mim. Como minha mãe mesmo já diz, que é que consegue me aguentar? Sou um pé no saco, com um mal humor que surge de repente, descontando tudo em quem não tem nada a ver. Com essas chatices momentâneas e tal. Fico pensando até quando tu vai aguentar. Meus amigos mais próximos já conseguiram se acostumar, eles nem dão mais atenção. Mas eu tenho taaaaaaaaanto medo que você não se acostume, amor. Eu não queria ser assim, não. Mas o que mais eu posso fazer além de te pedir desculpa? Juro que tô procurando um outro jeito de te compensar, mas enquanto eu não encontro esse fugitivo, AMOOOOOR, DESCUUUUULPA, TÁAA? Isso me lembrou uma música de brega. Acho que vou apagar essa linha depois, talvez não. Enfim, eu acho que lá pra os quatro anos de namoro, naquele tempo em que tu vai tá pegando o carro do meu pai pra me sair comigo e vai chegar lá em casa pra dormir... é, nesse tempo, eu acho que tu nem vai mais lembrar desses meus probleminhas, meu bem. Por fim, eu ia colocar aqueles clichês de sempre do tipo, conte comigo e eu gosto de você - nem vou. Não é uma coisa que eu precise ficar lembrar o tempo todo, você sabe que eu tô aqui sempre. E que eu gosto de você, put*merda, se você não percebeu ainda, o negócio tá difícil, né? Quero mais dias e semanas e meses do teu lado, Alexsandro Vasconcelos: MEEEEU NAMORADO. Sim, antes que eu esqueça, me perdoa por ser tão besta com essa história de namoro e tudo mais. Releve que eu nunca namorei antes, e que eu fico besta de saber que você é meu (adoro esse termo, haha!) namorado! Sou besta mesmo, mas é por você.
' Aqui, eu nunca disse que iria ser a pessoa certa pra você, mas sou eu quem te adora. Se fico um tempo sem te procurar é pra saudade nos aproximar. E eu já não vejo a hora! Eu não consigo esconder; certo ou errado, eu quero ter você. Ei, você sabe que eu não sei jogar, não é meu dom representar, não dá pra disfarçar. Eu tento aparentar frieza, mas não dá. É como uma represa pronta pra jorrar, querendo iluminar a estrada, a casa, o quarto onde você está. Não dá pra ocultar, algo preso quer sair do meu olhar, atravessar montanhas e te alcançar. Tocar o seu olhar, te fazer me enxergar e se enxergar em mim. ''
- Location:Roma
- Music:Aqui - Ana Carolina
Sinto falta das nossas horas de conversa no messenger que pareciam não ter fim; sinto falta de não ir para a aula só para passear contigo no centro da cidade; sinto falta de quando você me perguntava todo dia como eu estava e se tinha problemas; sinto falta de usar todo o crédito do celular do meu irmão para conversar contigo; sinto falta de tanta coisa... sinto sua falta. Às vezes acho que eu não dei a importância devida a tudo que você fazia por mim. Sair num ônibus que demora uma hora e vinte minutos para chegar ao destino só para me ver, isso é fora do comum! A amizade que nós temos é algo essencial, que eu espero levar comigo sempre. Se para isso eu tiver que pagar uma passagem cara de ônibus e viajar mais de duas horas, eu vou fazer isso. Lembra que eu havia prometido um dia que ia escrever para você, mas devia ser algo importante, não só palavras jogadas. Primeiramente, vou escrever sobre algumas coisas que acredito que você já tem entendimento. Sabe, queria tanto que nós tivéssemos nos falado antes. Quem sabe se você andasse com menos "cara de metido" eu teria falado com você mais cedo. Gostaria de ter passado mais momentos bons contigo, enquanto você estava estudando no SENAI. Uma pena que não aconteceu. Ainda assim, foi tão bom te ter por perto nesses últimos dias. Saber que eu podia correr para a sua sala se me batesse saudade, te dar um abraço forte sempre que eu quisesse. Não devia querer isso, mas seria ótimo que você tivesse reprovado mais algumas matérias. Realmente não me importaria nem um pouco de ter você por lá mais algum tempo. Todo o tempo que fosse, acho que não bastaria. O que não importa tanto já que temos uma vida pela frente! Mesmo só depois daquela sexta-feira, do jogo de futebol organizado pelos ex-alunos em que a gente se "conheceu"... depois disso, tudo simplesmente fluiu. A nossa amizade foi crescendo aos poucos de uma forma muito especial. Lembro até que você estava junto com os outros meninos da sua sala, que nós também não conhecíamos; acho que só um deles. No mesmo dia, mais cedo, eu tinha até comentado que tinha um garoto bonitinho com um casaco vermelho passeando por aí. Engraçado como eu vim reparar em você justo nesse dia, não é mesmo? E lá estava você na quadra. Uma das minhas amigas perguntou o nome do menino “galego” mais a frente. E a resposta? "Ele tem namorada!". Lembro como se fosse a quinze minutos atrás do quanto nós rimos. Mas depois ele acabou soltando o nome do tal garoto. Nem mesmo tive tempo para assistir o resto do jogo, minha carona já havia chegado, eu tinha que ir embora. Chegando em casa, a primeira coisa que fiz foi procurar o tal menino no Orkut. Fiquei com receio de adicioná-lo, mas acabei vencendo o meu medo de recusa. O máximo que podia acontecer era ele não me aceitar, não podia morrer por causa disso, eu acho. O garoto era você e ao invés de recusar, você aceitou e me mandou um recado enorme. Não era enorme, mas me pareceu porque você pula linhas quando escreve, ainda não sei porquê. Disse que lembrava de mim do jogo e foi super simpático e gente boa. Difícil acreditar que tenha acontecido assim. Esse dia foi bom, dia 1 de agosto. Já faz mais de 7 meses.
Foram nesses meses que a gente viveu nossa história, que ainda vai durar muito. Lembro bem de cada conversa, cada palavra sua. Lembro quando eu disse o primeiro “te adoro”, foi engraçado. Meus dedos digitaram antes que eu pudesse pensar, e quando eu vi você estava lá dizendo “eu também”. Não posso negar que me senti bem com a situação. Lembro dos primeiros depoimentos que trocamos, depois de uma conversa de séculos! Os dois dizendo quase a mesma coisa, pensávamos quase o mesmo um do outro, eu tinha dito que você parecia metido, mas até que era legal. Lembro que sua namorada ficou com um pouco de ciúme e disse que você agora só dava atenção para as meninas que tinham no SENAI e mais um monte de coisas. Acho que desde que você me contou isso eu só devo ter mandado uns dois ou três depoimentos pra você, não sei bem. Sempre quis o melhor para ti, então se você é feliz desse jeito eu mesma não iria atrapalhar o seu relacionamento. Dei-me por satisfeita conversando apenas no Messenger, ou por depoimentos no Orkut. Era divertido, sabe, entrar no Orkut e ver que alguém se preocupava em perguntar como você estava, como foi o seu dia; alguém que realmente se preocupava comigo. Lembro do primeiro “eu te amo” que eu te dei. Fiquei com tanto medo, sabe? Mas eu sentia aquilo mesmo, eu te amava e ainda te amo. Que mal tinha em você saber? E você me amava também, isso era melhor ainda. Lembro de ter te dado dicas sobre fotos, lembro de conversar sobre o curso, de pedir ajuda com os meus problemas. Lembro da primeira vez em que você apareceu depois de termos nos falado pela internet. Eu senti um frio na barriga quando te vi chegando com uma menina, você usava uma blusa branca. Eu caminhava com minhas amigas quando te vi. Fiquei com tanta vergonha de falar com você que até hoje não sei como consegui. Mesmo assim, só foi um abraço e depois eu fui para minha sala. Você foi lá outra vez, e eu me prometi falar normalmente, e consegui de novo. Ficar perto de ti se tornou mais comum, não ficava mais nervosa quando ia falar contigo e isso tudo era bom. Ver-te já era rotina, quando você disse que ia aparecer menos porque tinha que estudar para o vestibular, não sei como agüentei ouvir isso! Só podia querer me matar de saudade. Lembro de quando você me dava conselhos sobre garotos, afinal, homens sabem dar os melhores conselhos. Sempre me ajudou tanto, nem faz idéia. Lembro do dia em que a gente marcou de ir para o centro, você tinha que carregar o cartão. Esse dia foi fora do comum, simplesmente perfeito. Nós deixamos passar uns milhões de metrôs antes de pegar um deles. Conversamos sentados naqueles banquinhos. Foi a primeira vez que você me disse um “eu te amo” pessoalmente. Achei engraçado o modo como você ficou envergonhado e ao mesmo tempo achei isso tão lindo. E depois, disse “Consegui!”. Toda aquela coragem que você juntou para me dizer isso, achei a coisa mais linda. Enquanto passeávamos pelas ruas do centro, você segurava minha mão. Era bom andar de mãos dadas com você. Que dia inesquecível!
Eu me lembro de muito mais coisas, não coisas grandes, mas de pequenos acontecimentos notórios que faziam a diferença para mim. Coisas como você me dar um convite para sua formatura, ou me deixar em casa sempre que saíamos juntos, ou me ligar para perguntar como eu estava, ou de procurar o seu primeiro recado pra mim e descobrir a data em que nos conhecemos. Cada detalhe, cada mínimo detalhe me faz gostar mais ainda de você, se é que isso é possível. Queria que você soubesse que o meu carinho por você só aumentou desde o dia em que nos conhecemos e também queria pedir desculpas pelos últimos meses. Você melhor do que ninguém sabe que eu estava com problemas, eu te falei isso várias vezes. Só não podia dizer que problemas eram esses, mas agora eu diria com todo prazer. Não diria antes só porque eu tinha prometido não contar, mas eu confio muito em você. Só sei que esse pedaço da minha vida foi como um branco, como um vazio. Eu não sei o que aconteceu comigo... só me isolava das pessoas. Além disso, era uma coisa totalmente imperceptível para mim. Ao tempo que todos a minha volta percebiam que eu havia mudado, eu não. Só agora vejo os erros que cometi, como eu deixei as pessoas que eu mais considero de lado e como eu me afastei das minhas amizades. Não dá para voltar no tempo, isso é fato, mas o futuro só a nós pertence. Realmente estou arrependida por ter virado uma planta por todo esse tempo. Fico triste de ter percebido tão tarde o que estava acontecendo. Mas acho que ainda dá tempo de te pedir desculpas e continuar com a nossa amizade, que é uma das coisas mais preciosas que eu tenho na minha vida. E, se para provar que eu estou realmente arrependida, você quiser que eu vá te fazer uma visita na sua casa, eu vou com muito gosto. Fiquei muito triste porque sempre quis ir até sua casa, e na primeira vez que fui, era uma festa de despedida. Me segurei por todo o tempo para me manter animada e feliz, mas por dentro eu estava um caco só em pensar que você ia morar longe. Naquele último abraço que te dei, senti que deixei um pedaço de mim contigo e vice-versa. Mas foi só sair de vista para as lágrimas rolarem no meu rosto. Eu tinha acabado de te deixar, mas já sentia sua falta, e isso não é para ser explicado, é amor. Não me sinto em posição de pedir nada, mesmo assim, eu o farei. Quando você aparecer por aqui de novo, reserva cinco minutos do seu tempo para mim, por favor? Nunca esqueça que você pode encontrar em mim alguém com quem pode contar para qualquer coisa. Tanta coisa mais a dizer, o tempo já não me deixa acabar. Mas o resto não é dito com palavras, mas com sorrisos do coração, que só serão dados ao te ver. Sinto muito a sua falta a cada dia, cada hora, cada minuto. Cuidado para eu não morrer de saudades. Eu te amo e sempre vou te amar.
- Location:Caruaru
- Music:Love You Till The End - The Pogues
E lá estavamos nós, sentados na praia, esperando que um acontecimento qualquer quebrasse a monotonia que nos rodeava. Até esse dia, eu havia feito o possível e impossível pra não chegar àquele ponto. tinha arranjado programas e distrações para todo o dia e nós nunca chegavamos realmente a conversar sobre o que fazer. No entanto, existem dias em que você simplesmente levanta com o pé esquerdo e tudo começa a dar errado. Bem, isso já se tornara uma coisa frequente comigo. Mas é o tipo de coisa com a qual você aprende a se acostumar e até a se controlar. Costumo até mesmo me afastar um pouco das pessoas para não chegar a magoá-las. Nessa manhã, eu não fiz isso. Senti que estive magoando meu amigo por todo o dia, até o sol começar a se pôr. Queria ir à praia, ver o mar, isso funcionaria. Claro que tudo pode sempre piorar, principalmente quando você usa um daqueles clichês como "não pode ficar pior do que isso". Acabei tendo que levar meu amigo comigo. Nós andamos, andamos, andamos e andamos. Nenhum dos dois soltou uma palavra por todo o percusso. Até que eu cansei, meus pés já doíam de andar na areia da praia. Eu continuei calada, simplesmente sentei. Estavamos já numa praia mais distante, que não tinha muitas casas, a maior parte da costa eram de coqueiros, já que era um tipo de área preservada, não sei bem. Ele parou na minha frente, como que esperando alguma coisa. Não fiz a nada a não ser manisfestar minha vontade de olhar o mar, as ondas quebrando, sentir o vento - fechei os olhos e deitei. Tendo percebido minha desistência, o garoto sentou-se a meu lado. Deixei que a brisa marinha batesse no meu rosto, me levando para outro mundo, outra dimensão. Não me sentia mais naquela praia, estava me olhando por dentro. Refleti bastante, pelo menos para mim parecia muito tempo, chegando a conclusão de que não tinha feito as coisas do modo correto naquele dia, eu tinha errado. E bem, considero como qualidade a minha capacidade de me desculpar quando eu estou errada. Pensei em como fazer isso.
De repente, eu estava na praia de novo. Todas as minhas reflexões tinham ficado para trás e eu só pensava em me desculpar com meu amigo. Abri os olhos, me sentei. Ele olhava para a areia, pensativo. Olhei também, sem encontrar nada em especial para olhar - era só areia. Segurei um galho de madeira que encontrara ao alcance de minhas mãos e escrevi na areia: "SORRY". Esperei por um momento, mas ele não olhou. Fiquei cabisbaixa por ele não ter percebido meu esforço em me desculpar. Completei com uma carinha sorridente ":)". Quando ele finalmente se virou, fiquei esperando uma resposta. O silêncio entre nós ainda não tinha se quebrado, só o barulho das ondas batendo e do vento soprando se ouvia. Ele pegou o mesmo galho que eu tinha acabado de deixar na areia e escreveu um típico desenho de msn, representado por "(y)". Entendi que ele tinha me desculpado, pelo menos era o que parecia. Ainda assim, não ousei falar uma única palavra. Não sei quanto tempo passou, não conseguia senti-lo passando mais. Parecia até mesmo uma intervenção divina! Não sei explicar como se sucederam os seguintes fatos. Há coisas que não precisam de explicação, os acontecimentos simplesmente se desdobram e tudo fica bem. Pois foi justo o que aconteceu naquela tarde na praia. Estavamos lá, quando apareceu ela. Uma cadela da raça beegle que surgiu magicamente perto de nós. Ah, como ela era linda e simpática! Pulava saltitante e lambia o rosto do meu amigo. Era tudo o que nós precisavamos. Parecia que não podia ficar melhor, mas estavamos enganados! Agora chegava mais um cão, esse da raça Box, só que ainda era um filhote, também muito dócil. Os dois eram bem cuidados e limpos, com certeza deviam ter uma casa. Resolvemos chamá-los de "Costela e Ervilha". Eles realmente tinha dono, pois encontramos com duas crianças procurando por eles um pouco mais adentro, levamos os dois para elas, que ficaram mais do que radiantes aos revê-los. O sol já se escondia no horizonte, começava a ficar escuro e nós tinhamos que voltar. De uma hora para outra era como se a parte ruim daquele dia não tivesse existido - tudo estava bem.
"I know a place that we can go to
A place where no one knows you
They won't know who you are..."
- Location:Bariloche
- Music:Let me take you there - Plain White T's
Não tenho muito tempo disponível, estou terrivelmente atarefada, minha mãe provavelmente vai me matar se descobrir que eu não estou fazendo um trabalho escolar, mas aqui estou eu. Sabem, eu tenho problemas. Às vezes eu tenho problemas pequenos, que são facilmente resolvidos, às vezes não. Eu me esforço ao máximo pra fingir que nada está acontecendo, e isso machuca muito. Paro e penso porquê eu faço isso, e bem, não é uma pergunta tão díficil. Porque eu amo. Eu amo os que estão ao meu redor e só me deixa feliz a felicidade deles. Eu faço de tudo pra manter as coisas estáveis. Queria até pedir desculpa a alguns amigos meus que aguentam quando eu descarrego uns problemas neles. Eu só tento fazer os outros felizes. Algumas vezes é díficil guardar pra si os problemas, mas são os pequenos fatos que me fazem lembrar de quem eu sou. São simples recados mandados no orkut, como o que li no dia oito de fevereiro de dois mil de nove; me lembram de que eu tento sempre fazer o melhor que eu posso, na maioria das vezes pensando mais nos outros do que em mim, mas isso não importa. Esse texto devia ser maior, mas entendam que não é o número de palavras que conta, e sim a essência delas. Eu tenho muita coisa pra fazer, é verdade. E em dez minutos minha querida mãe deve voltar da padaria, gritando e me mandando sair do computador. Não sei usar as palavras muito bem, eu apenas tento. Espero que as minhas simples frases tenham sido um pouquinho válidas em relação às suas. Bem, esse pequeno texto foi, na verdade, um agradecimento a alguém que me fez sorrir hoje, e que eu considero muito.
- Location:Forks
- Music:Ao seu lado - Flist
Nem tentativas, nem nada dessa vez. Só precisava de um lugar para desabafar. Tenho certeza de que algum dia eu vou começar a tentar conversar com as pessoas, que é bem mais normal e tudo, enquanto isso não acontece eu vou usando os meios alternativos. Sabem, eu sou socialmente incapaz. Nos últimos dias, eu tenho tentado respirar. Alguém tomou meu ar por completo, e eu me sentia sufocada a todo o tempo. Felizmente, eu acho que hoje posso dizer que sinto a vida fluindo, sinto o ar passando pelos meus pulmões. É tão bom finalmente achar motivos para continuar lutanto, continuar acreditando. Bem, eu sei que acabei com minha mãe, fazendo com que ela me visse tantos dias naquele estado deplorável, vegetativo. Não só com ela, mas com muitas das pessoas que acompanharam o que eu estava passando; sinto muito por isso. Eu espero conseguir me retratar com todos. Inexplicavelmente, eu estou com vontade de estudar, de me dedicar as minhas tarefas rotineiras. Não dar tanto valor aos meus problemas, por mais que alguns ainda não tenham se resolvido. Minha agenda continua lotada, como sempre. Se alguém imagina que é por causa de festas e afins, errou. Continuo com o curso técnico pela manhã. Não estou nada empolgada com a volta as aulas na segunda, mas é preciso. Eu quero terminar logo esse curso e pegar o meu diploma, tenho que estudar. O colégio a tarde vai ser duro como no ano passado, por conta do vestibular seriado, que eu não tirei uma nota muito boa. Não estou com problemas em relação ao estudo, milagrosamente. Ainda não acredito que estou em casa, os dias que passei na praia foram como uma fuga da realidade, uma válvula de escape para todos os meus problemas. Mas agora, finalmente, eu estou encarando-os. Não pretendo escrever muito sobre minhas férias, apenas um texto sobre um dos dias. Aquele onde tudo aconteceu magicamente. Foi incrível! Falando nisso, não sei como vou conseguir escrever com todas as mudanças da língua portuguesa; cada palavra que eu escrevo, acho que está errada. Precisava desabar isso! Dando continuidade a enumeração dos meus compromissos rotineiros, tenho um grande problema com a noite. Até metade do ano passado, eu fiz judô. No entanto, esse ano existem outras necessidades vigentes. Vou tentar fazer matérias isoladas no período da noite, visto que não tenho mais tempo durante a semana. Eu gostaria muito de continuar a treinar. Essa semana, eu estava até lembrando dos tempos de Aldeia: não voltam mais. Para completar, nos fins de semana continuarei com o curso de inglês, nada mal.
Eu aprendi muita coisa com esses últimos meses, mas tudo o que eu quero e acho que estou conseguindo é apagar. Vou viver minha vida como se nada tivesse acontecido, é isso que eu estou fazendo. E vou deixar acontecer, tudo em relação ao campo pessoal. Para quê isso tudo? Não leva a nada. Meus amigos me completam mais que tudo no mundo e eu acredito que só eles me fizeram voltar ao meu normal; agradeço tanto por isso. MINHA VIDA VOLTOU! Eu não vou deixar que nada, e principalmente ninguém a tire de mim. Está tudo bem, tudo correndo na mais perfeita normalidade, e eu não sinto falta de nada. Dormir tarde, acordar tarde. Dormir cedo, acordar tarde. Assaltar a geladeira, sair com meus pais, ver filmes, ler revistas, conversar na frente da casa de J. e L., ir para os shows do cenário underground, me divertir de verdade, parar de fingir, sorrir sem querer, ver desenho animado de manhã. MINHA VIDA VOLTOU! MINHA VIDA VOLTOU! MINHA VIDA VOLTOU! MINHA VIDA VOLTOU! MINHA VIDA VOLTOU! MINHA VIDA VOLTOU! MINHA VIDA VOLTOU! MINHA VIDA VOLTOU! MINHA VIDA VOLTOU! MINHA VIDA VOLTOU! MINHA VIDA VOLTOU! MINHA VIDA VOLTOU! MINHA VIDA VOLTOU! MINHA VIDA VOLTOU! MINHA VIDA VOLTOU! MINHA VIDA VOLTOU! MINHA VIDA VOLTOU! MINHA VIDA VOLTOU! MINHA VIDA VOLTOU! MINHA VIDA VOLTOU! MINHA VIDA VOLTOU! MINHA VIDA VOLTOU! MINHA VIDA VOLTOU! MINHA VIDA VOLTOU! MINHA VIDA VOLTOU! MINHA VIDA VOLTOU! MINHA VIDA VOLTOU! MINHA VIDA VOLTOU! MINHA VIDA VOLTOU! MINHA VIDA VOLTOU! MINHA VIDA VOLTOU! MINHA VIDA VOLTOU! MINHA VIDA VOLTOU! MINHA VIDA VOLTOU! MINHA VIDA VOLTOU! MINHA VIDA VOLTOU! MINHA VIDA VOLTOU! MINHA VIDA VOLTOU! MINHA VIDA VOLTOU! MINHA VIDA VOLTOU! MINHA VIDA VOLTOU! MINHA VIDA VOLTOU! MINHA VIDA VOLTOU! MINHA VIDA VOLTOU! MINHA VIDA VOLTOU! MINHA VIDA VOLTOU! MINHA VIDA VOLTOU! MINHA VIDA VOLTOU! MINHA VIDA VOLTOU! MINHA VIDA VOLTOU! MINHA VIDA VOLTOU! MINHA VIDA VOLTOU! MINHA VIDA VOLTOU! MINHA VIDA VOLTOU! MINHA VIDA VOLTOU! MINHA VIDA VOLTOU! MINHA VIDA VOLTOU! MINHA VIDA VOLTOU!
Finalmente.
- Location:Gramado
- Music:Eu tô tentando - Kid Abelha
Existem horas em que é melhor simplesmente se calar e esperar que algo mais aconteça; existem outras, no entanto, em que você deve falar, se expressar. Mas isso deveria ser feito com cuidado. Quando não, as consequências parecem aparecer mais rápido que o normal. E, geralmente, essas consequências não são muito boas. É como um dia ensolarado, com um céu sem nuvens, completamente azul.Quando menos se espera, gotas começam a cair em seu rosto. O céu está chorando, toda aquela alegria era apenas aparente. E quando ele não mais consegue segurar todo o sentimento guardado, chora. Chorar é sempre o melhor remédio. Você se confunde com as lágrimas do céu, as gotas em seu rosto. Será mesmo chuva, ou apenas um riacho que corre dos seus olhos? O coração nunca esquece dos pequenos fatos que o moldaram. Claro que esse ainda não é o final. O que todos buscamos, ou parecemos buscar é algo que vai muito mais além disso. A felicidade parece se esconder melhor do que pensamos. E quando a chuva começa a desaparecer, o céu já está nublado. Você então pensa que tudo está perdido, mas há muito mais por vir. A chuva ainda pode voltar. Mas existe também a possibilidade de um arco-íris surgir. Como uma luz no fim do túnel para o tão triste céu. Talvez lhe sirva mais do que a água que corre do riacho dos seus olhos. Talvez lhe sirva melhor que qualquer coisa. Mas não para sempre. E quanto ao riacho, suas águas podem até mesmo desaparecer, com a deslumbrante vista do arco-íris. Mas outras chuvas virão, e tudo volta ao que era.
Por que viver todo o tempo dessa maneira. Parece não haver muita alternativa. Por mais que lhe doa ver o céu nublado e triste, não é tão fácil assim simplesmente ir embora e entrar em casa. Algo mais lhe prende naquele lugar. Ninguém gosta de sofrer, muito menos quando é uma dor aguda, que não cessa, não tem intervalos. A todo o tempo está lá. E nunca vai passar. Talvez o tempo possa amenizar, mas não agora. O riacho vai continuar correndo em épocas chuvosas. Mas sempre existe uma esperança de encontrar primaveras eternas. Como seria mais fácil parar o tempo enquanto tudo parece estar bem e calmo. Talvez a grande dor no peito sumisse para sempre. Seria pedir demais? Um tempo, um lugar, onde tudo parasse. Onde não existissem tempos chuvosos para inundar os rostos tristes. Onde existissem apenas dias ensolarados e arco-íris para animar o céu. Mas sem chuvas, sem riachos. Não seria tão difícil viver assim. Se as coisas fossem fáceis demais, não haveria pelo quê lutar, batalhar. Então não sairíamos do lugar. Olhando por outro lado, não haveria pelo quê chorar. E essa dor insuportável finalmente cessaria. Existem outras maneiras, quem sabe menos utópicas que as apresentadas, mas talvez muito mais dolorosas. A escolha ficaria em esperar que o tempo fizesse com que a dor passasse ou fazer com que ela aumentasse de uma maneira inimaginável, simplesmente ficando longe. A segunda opção não é cogitável.
I'm sittin' here all by myself
just tryin' to think of something to do
Tryin' to think of something, anything
just to keep me from thinking of you
But you know it's not working out
'cause you're all that's on my mind
One thought of you is all it takes
to leave the rest of the world behind.
- Location:Itapoama
- Music:Lonely September - Plain White T's
"Um traço que deve caracterizar o ser humano, ainda não embrutecido pela própria fraqueza ou pela realidade tremenda, é a liberdade que ele se reserva de opor ao evento defeituoso, à situação decepcionante, uma força contraditória. Essa força poderia chamar-se esperança; esperança de que aquilo que não é, não existe, pode vir a ser; uma espera no sonho, de que algo se mova para a frente, para o futuro, tornando realidade aquilo que precisa acontecer, aquilo que tem de passar a existir.
Essa força talvez pudesse ser chamada, também, de força do sonho. Mas também esse seria um nome inadequado: acima de tudo, porque não somos nós que temos um sonho e, sim, o sonho que nos tem. Ele escapa a nosso controle, impõe-se a nós tanto quanto se insinua sobre nós essa realidade manca ou sufocante que precisa ser mudada. E é necessário termos o controle dessa mudança, algum controle. Sonhar apenas, portanto, não serve."
Como ninguém mais lê esses textos estúpidos, eu posso falar o quanto quiser. Se existir alguma alma caridosa disposta a ler isso, provavelmente dever ser muito amiga minha. Assim sendo, sei que já vai saber de pelo menos boa parte da história. Até mesmo porque, para saber dela, não precisa ser assim tão próximo. Sabe quando tem uma marca estampada na sua testa? Pois é, sou um livro aberto para quem quiser decifrar. E não me importo nem um pouco de ser assim. Talvez porque aparentemente eu seja uma pessoa forte, que eu não sou. Talvez as pessoas pensem que eu aguente mais do que o normal. Não foi a primeira vez que isso aconteceu, que alguém me confunde com algo que eu não sou. A questão é que da primeira vez eu não estava dentro da situação como agora. E tudo aconteceu tão rápido, tão depressa. E já acabou. Estava com vontade de escrever aqui a algum tempo, só não estava achando tempo para isso. Sem mais rodeios, às vezes eu paro e penso. Aliás, não às vezes, quase sempre. Eu penso em cada pequeno momento que passamos juntos, que, por menor que tenha sido foi mais que especial. A questão é que você já me disse que não dá, não vai, acontecer e ponto final. Aí é que está. Alguma coisa dentro de mim não consegue enxergar esse ponto final. E fica procurando alguma coisa com a qual se agarrar, como se gostasse de se magoar. Não sei ao certo, é mais abstrato.
É como se cada pequeno pedaço de mim gostasse de viver ilusão de algo que nunca vai acontecer, e que no fundo eu sei que não vai acontecer. É possível que por nunca termos tentado seja mais difícil de aceitar que nunca daria certo entre nós. Fico pensando se um belo dia você vai chegar para mim e dizer que errou, que escolheu errado, que se enganou, que tudo que você quer é ficar perto de mim. Sei que é ilusão mais idiota que eu posso ter, mas e daí? Eu só... queria que fosse do jeito que eu pensei que seria. Acho que eu queria só uma vez não errar, não sofrer, não pensar que não foi dessa vez. Queria mesmo era que tudo corresse certo como correu, mas que seguisse em frente, que desse certo. Não sei se é uma ídéia muito normal querer achar o 'felizes para sempre' com quinze anos de idade, mas eu fico com isso na cabeça na maioria das vezes. Sempre acho que vai ser para sempre. Mas parece que eu nunca consigo encontrar esse tal de para sempre. Se alguém souber onde o dito-cujo se esconde, por favor, ligue para o número 555-5555 e me avise. E agora, aqui estou eu, chorando na frente de um computador, escrevendo um monte de besteiras.
Que destino cruel o meu, não? Mas enfim, o meu último assunto, saindo um pouco do meu tema usual, o tal de @#$%@#$%... Eu tenho lido muitos livros ultimamente, tenho passado a maior parte do tempo deitada dentro do meu quarto, só saio de casa quando é estritamente necessário, e não tenho fome, nem vontade de ficar na internet, nem de ir para o senai, nem de ir para o colégio, nem de assitir televisão, nem de nada. Não tenho mais vontade de viver, e isso é terrivel. Eu nunca tinha sentido algo parecido em toda a minha vida, e juro como estou falando somente a verdade. Isso me preocupa, eu fico pensando se tudo vai passar, como das outras vezes. Fico me dizendo que sim, e que isso tudo é só uma fase. E que vai nascer um novo dia. E que eu vou sorrir de novo. E que vai dar tudo certo. Estou realmente tentando acreditar nessas palavras. Por algum motivo, parece mais difícil do que realmente é. Não sei o que é isso. Essa agonia, essa monotonia, essa coisa ruim. Eu quero só jogar isso tudo fora e viver normalmente, só não estou conseguindo. Acho que os livros ajudam. Transportam as pessoas para uma outra realidade, diferente, e possivelmente, melhor. Acho que por me sentir melhor numa realidade alheia (hoje estou achando que muita gente está em situação melhor que a minha) eu fico me ocupando nelas. Pegando uma cadeira e sentando, tentando me acostumar. Uma pena que os livros acabam, e a vida continua. E como continuar?
- Uma solução para um coração vazio -
Preencha com qualquer coisa.
- Location:Sadness Land
- Music:I don't love you - MCR
“Se tudo faz lembrar você. Vou te encontrar, tentar me aproximar. Algo ficou para trás, meu vício é querer te ganhar. Mas eu não vou deixar tudo se perder e ter você é o que me importa mais. Tudo acontece entre nós na chance que eu puder te levar. Foi você que fez meu mundo desandar e me perder ao te encontrar. Se conto as horas pra te convencer que é você e não me importa mais ninguém, pra te ter vou mais além e nada vai tirar você de mim.”
Só queria que você entendesse que o que eu sinto por você não é passageiro. Queria tanto poder te chamar de meu. Ás vezes é difícil pra mim entender que as pessoas nem sempre são o que aparentam ser. Mas eu gosto de confiar nas pessoas, porque sofrer faz parte da vida. O problema é que desde o começo, você só me confundiu. Não sabia se você estava feliz, satisfeito. Você simplesmente não se mostrava. E isso foi muito duro pra mim. Mas sabe, eu acho que não ia gostar tanto de você, se você não fosse exatamente do jeito que você é. Foram poucos os momentos que eu passei contigo, eu sei. Mas cada um deles foi tão importante pra mim, sem noção do quanto. De repente, eu tentei te entender. Eu tentei ler suas poesias, e procurar algo que eu pudesse aproveitar. Mas a cada uma que eu lia, só entendia mais e mais que você estava tão distante de mim, e eu não podia acreditar. Então, relia. E continuaria relendo, mas eu cansava. Cansava de me torturar com a verdade. Só queria fingir mais um pouco que não tinha entendido. Fingir mais um pouco que você gostava de mim. Só queria sonhar, porque isso me deixou feliz. Talvez a queda tivesse sido menor se eu não o tivesse feito, mas eu precisava. Até por que, no fundo eu sabia o que você queria. Acho que sabia, pelo menos. Mas quando os teus olhos encontravam os meus, e eu não conseguia deixar de fita-los, eles pareciam tão sinceros, que eu tentava me agarrar a essa ilusão. E teu sorriso que parecia o mais inocente, na verdade nem era tanto. Ou talvez não fosse pra mim.
Só sei que cada segundo que eu passava contigo me dava vontade de passar mais e mais. Uma pena que pra você não era a mesma coisa. Tudo o que eu quero é te fazer feliz, nada mais. Segura minha mão e vamos sair correndo mundo afora. Liberdade é isso. Não sair correndo mundo afora, isso não. Mas sair correndo mundo afora do lado de quem se gosta. No meu caso, você. Eu podia passar o dia todo ouvindo você dizer aquelas três palavras mágicas que não tem ninguém que não goste de ouvir. Sim, me refiro a eu te amo. Mas não queria palavras que saíssem da boca pra fora, bom mesmo seria ouvir isso vindo com a maior sinceridade. Pra eu poder falar que te conquistei. Pra eu poder gritar mundo afora que é de você que eu gosto. Eu falo, só falta mesmo você me dar espaço pra falar isso. Não citei seu nome nem ao menos uma vez, você podia não gostar. Achei melhor escrever aqui, e te mostrar somente quando me batesse a coragem. No momento certo, ou um pouco depois dele. Espero que você saiba que cada letra que eu escrevi é a mais pura verdade, pelo menos é tudo o que eu sinto. Tudo o que eu acho, o que eu penso. Queria, por fim, que você soubesse disso tudo. Termino por aqui, apesar de que ainda tenho tanto pra falar, mas o resto das coisas ainda não valem a pena ser escritas, algumas apenas devem ser ditas em silêncio.
- Location:New York
- Music:Aquela História - Strike
Isso mesmo, seriam. Mas não vão ser porque eu tenho muitas coisa para fazer além de ficar escrevendo minhas besteiras por aqui. Esse post que não vai ser tão gigantesco quanto o último, vai falar sobre a viagem para a minha casa de praia, em Enseada dos Corais. Espero terminá-lo logo, não por causa de sua importância, mas porque ainda pretendo fazer mais um post depois dele, porém acredito que o tempo não está do meu lado hoje, até porque, já são mais de duas horas da tarde e eu deveria estar estudando para minha prova de história ao invés de ficar grudada na frente da tela do computado. Mas deixando minhas preocupações mundanas de lado, e votando a história. Foram os dez dias mais legais das férias, acho que posso resumir assim. É incrível como qualquer coisa que você faz junto de quem você gosta é maravilhosamente bom. E, eu estava junto de não uma, mais de quatro pessoas que só me fazem sorrir. Dessa vez, vou abandonar a minha teoria de que é anto-ético citar nomes, porque esses nomes são de vital importância no decorrer do meu texto. E estes são eles: Amanda Nunes, Eliane Lopes, Jorge Augusto e Tiago Germínio. Se me mandasse para o outro lado do mundo com eles, com certeza nós iamos nos divertir. Eles que me fazem sorrir todos os dias, eles que não me deixam desistir, eles que são amigos de verdade. Por favor, não entendam aqui que estou desfavorecendo minhas outras amizades, de jeito nenhum. Só que cada amizade é única, eu sinto algo diferente por cada um dos meus amigos, sem desfavorecer a nenhum deles. Só isso.
Nesses longos dez dias, que eu não vou nem ao menos tentar relatar em detalhes, nós fizemos tantas coisas. E, apesar de estarmos em uma casa de praia, ir à praia foi o que menos fizemos. Foram tantas caminhadas, tantos momentos de alegria. Alguns poucos de tristeza, que eu nem quero lembrar, mas que foram superados bem rapidinho. Ensinamos o matuto do Jorge a andar de bicilcleta, e sim, ainda existem pessoas no mundo que não sabem andar de bilcicleta. Demos chapinha no cabelo de Eliane, e fizemos moicano em Tiago. Saímos desfilando pelas ruas de Gaibu, lugar onde você aumenta a sua auto-estima de uma maneira impressionante, só pela quantidade de Pssiu's que você escuta. Comemos pizza. Lemos um livro terrível, mas que no final não era tão ruim assim. Assistimos filme até tarde, dormimos em três colchões (surubão, aê). Tiramos uma quantidade imensa de fotos, culpa de Eliane. Tomamos caipifruta, haha. Conversamos de madrugada com todo mundo na agenda telefônica que tinha número da Oi. Fizemos tantas coisas. Tantas coisas que vão ficar pra sempre na minha memória. Porque tudo que é feito com os amigos, é sempre inesquecível. Porque amizade de verdade é a nossa. Amizade de verdade não pode ser destruída, não pode acabar. É para a vida toda, isso mesmo. E se não for, então não era uma amizade tão verdadeira assim.
Para terminar, queria deixar um agradecimento enorme a essas pessoas que me fazem abrir um sorriso todos os dias, que me fazem aguentar as injustiças do mundo, que me fazem aprender a viver a vida, que me fazem parar de chorar por besteiras, que me fazem encontrar qualidades onde a maioria só acha defeitos, que me fazem acreditar que a vida ainda vai ser mais feliz, que o mundo ainda vai ser um lugar melhor, e que isso só depende de nós. Pessoas essas que eu sei que só querem o meu bem. Pessoas que eu confio a minha vida. Pessoas que eu mataria e morreria por elas, e sei que elas fariam o mesmo por mim. Não sei o que eu faria se eu não tivesse as fisolofias do Jorge, as doideras da Eliane, os sorrisos de Amanda, o carinho de Tiago. Eu acho que eu não aguentaria viver sem vocês. E é por isso que todos os dias, assim que eu levanto da cama, eu falo com Deus, e agradeço a ele por poder chamar essas pessoas de de a m i g o s.
- Location:Enseada dos Corais
- Music:O Justiceiro - Armandinho
Tentarei lhes relatar os acontecimentos que ocorreram nos dias 3, 4 e 5 do mês de julho. Primeiramente, me desculpando pela a ausência por alguns dias. Mas eu realmente estive muito ocupada, e ainda estou, mas gosto de terminar o que eu começo, se vocês bem me entendem. Impressionante como eu acredito que alguém lê isso, não é mesmo? É que a escrita fui melhor assim. O que vou contar, basicamente, é sobre a viagem que a Escola do Recife promoveu com os alunos do 1º e 2º ano para o estado do Rio Grande do Norte, passando pelas cidades de Natal e Extremoz, diga-se de passagem, eu acho que a segunda era mais um quarteirão do que uma cidade, enfim. Teoricamente, a viagem era para as duas turmas, mas do 1º ano, minha maravilhosa sala, só fomos eu e minha querida amiga Eliane. Daí vocês podem perceber como minha sala é unida e disposta para passeios em grupo (¬¬'). Mesmo sem a integração da sala, o passeio ocorreu, com apenas quinze pessoas, eu e minha amiga, e mais treze outras do 2º ano. Sem citar nomes, porque é anti-ético. No primeiro dia, nós fomos direto para Extremoz, a cidade que mais parecia um único quarteirão. Um breve resumo da parte antes da viagem, é que nós não conheciamos ninguém da outra turma, ficamos na nossa, até os momentos grupais, por assim dizer. Nada demais na viagem, pelo menos é o que eu acho, visto que passei a maior parte do caminho dormindo, cochilando ou com os olhos fechados, sempre ouvindo música. Gosto de me desligar do mundo de vez em quando. E eu sou normal, ok? Voltando ao primeiro dia, nós ficamos num alojamento nesse quarteirão, mais precisamente na Escola das Dunas. Entramos na mata, e tivemos que passar por trechos maravilhosos. Sério, vocês não tem idéia do que foi isso para a minha amiga, que gritou até mesmo quando um mosquito de tamanho desprezível picou seu braço. E esse mesmo já tinha picado todos, mas só ela gritava. Nessas horas, a minha vontade era de me afundar num copo de coca-cola, e fingir que não a conhecia, mas eu aguentei, morram de inveja de mim. Amiga, eu ainda te amo, bom lembrar. Mas pára de gritar, por favor.
Passamos por uma espécie de rio, que tinha as águas escuras e nem dava pra ver os próprios pés. É sempre bom lembrar que minha querida amiga estava com a câmera em mãos e não parava de tirar fotos de tudo quanto era coisa que aparecia na nossa frente. Em especial de um certo garoto, que vamos intitular X, pois, como eu já havia dito, citar nomes é anti-ético. A não ser quando você tem permissão para fazê-lo. Ela insistiu em negar que não estava tirando fotos dele, nem mesmo se jogando no mesmo, mas se você pegasse a câmera, deviam ter vinte fotos de X, a cada vinte e uma fotos do resto do pessoal. Deixaremos isso de lado por um instante, enquanto termino de relatar nossos atos desbravadores em meio a mata. Depois de cruzar toda ela, ainda chegamos numa área de dunas, onde descemos de aerobunda e jogamos vôlei. Foi tudo muito divertido, mas tivemos que voltar ao alojamento para almoçar. Bom lembrar, que até aí nós não tinhamos tomado banho, porque a água do alojamento acabou. Tenho certeza de que um dia eu vou superar aqueles momentos de imudice, mas não hoje. Fomos para a mata novamente, dessa vez destinados a Lagoa do Pitangui, acredito que o nome seja esse. Outra experiência maravilhosa de mata seguida de Dunas, a paisagem estava realmente belíssima. Passamos algumas horas no local, até que chegou a hora de retornarmos ao alojamento, pois ainda seria feita uma outra trilha nesse dia. Ainda sem tomar banho, jantamos e seguimos em direção daquela que seria a nossa última trilha no local. Foi um momento único. Não havia lanternas, não havia lua no céu, não tinha nada. Só um monte de garotos e garotas dando as mãos e se ajudando. Foi realmente lindo. Queria que mais gente tivesse compartilhado aquele momento conosco. Andamos até chegar num lugar que lembrava uma praia, mas que nós sabíamos que não era. Havia uma fogueira, a qual nos sentamos ao redor. O nosso guia começou a falar sobre quantas pessoas tinham tido um momento como aquele. Quase comecei a chorar - eu não sou emo - quando pensei em Amanda, Tiago e Jorge, que não estavam ali com a gente. Tão rápido como começou, já estavamos retornando para o alojamento. Tivemos que tomar banho numa pousada, para onde fomos a pé - já disse que a cidade era pequena? - levando as roupas em sacolas, ou pequenas bolsas. Foi um momento bom para começar a conhecer as meninas e tudo mais.
Foi combinado que o pessoal iria beber. Coisa feia, não? Não vou contar detalhes sobre essa parte, porque é melhor não contar e pronto. Eliane, que não bebia, permaneceu sóbria o resto da noite, apenas tendo que me aturar. E ainda pegou a câmera. Vocês nem imaginam o que é Eliane Lopes de Lima com uma câmera na mão e um monte de gente bebendo. Nem queiram saber, porque eu mesma é que não vou contar. Só digo que no outro dia fui obrigada a apagar algumas das fotos que estavam na máquina, isso é tudo. Quando senti que não aguentava mais, me retirei. Não demorou muito para que a maior parte das pessoas que lá estavam fizessem o mesmo. Não lembro bem se aconteceu algo mais aquela noite, porque assim que encostei no colchão, dormi como uma pedra. O nosso segundo dia começou cedo. PAUSA. Agora que eu reli o que acabei de escrever, não tenho certeza se os fatos ocorreram do jeito que retratei, mas não estou com vontade de editar, e vou deixar assim. E também vou pular para a parte em que chegamos no Hotel, já em Natal. A divisão dos quartos foi feita, e eu fiquei com Eliane, no mesmo quarto. O pessoal foi para a piscina, mas confesso que eu não estava nem um pouco afim de fazer o mesmo. Além disso, minha amiga estava enjoada, e eu não a deixaria sozinha. À noite, quando ainda estava cedo, fomos até uma feirinha de artesanato, onde eu comprei uma blusinha muito simpática. Ainda mais tarde, fomos para uma pizarria, tudo por conta do Seu Luciano. E mais tarde ainda, - eu não costumo lembrar das horas - nós fomos para uma boate, a Chaplin, que eu já tinha ido, se não me engano, a um ano atrás, quando viajei para Natal. Tudo muito normal, nada demais além de um cara que ficava agarrando Eliane o tempo todo, uma coisa horrenda. Voltando para o hotel, por volta de uma hora da manhã, nos dirigimos para os quartos. Só que Eliane teve a grande idéia de visitar o quarto dos meninos, e daí imaginem o que quiserem. Sabe o ser X? Ótimo, ele tinha um amigo, o Y. E por aí vai. O problema é que minha amiga ficou iludida, o que está me dando dores de cabeça até hoje. Mas, deixando esse caso de lado, só ela que pode resolver, a viagem terminou no dia seguinte, quando retornamos ao Recife. Uma pena que o tempo passa. Mas ainda bem que ele passa. Paradoxo, não? Beijonabunda.
- Location:Natal
- Music:Plain White T's - Hey There Delilah
De tão feliz que eu estava na sexta-feira, nem ao menos tive vontade de postar. Teve um projeto de festa de São João na academia, que eu achei que seria terrível. Ainda tive que pagar dez reais para ajudar, foi mais do que todas as festas que eu fui esse ano, mas eu paguei, só por consideração. Passei antes na casa de Juliana e Lívia, para a gente ficar conversando. O cabelo de Juh tá perfeito, mas ela não consegue entender isso, revoltas. Enfim, eu pensei que a festa ia ser aquela monotonia de ficar conversando com os meninos lá na frente, mas foi muito engraçada. Teve um tal de trio não-sei-lá-das-quantas, com Bruno, Alexandre e Fagner. Ri litros. Depois inventaram uma quadrilha. Eu insisti que não ia pagar tal mico, mas Paulinho me chamou pra dançar e eu fui. Nossa, eu só fazia rir, foi muito bom, uma verdadeira lavagem de alma. Foi milhões de vezes mais legal do que a quadrilha lá do colégio, sério mesmo. Me diverti demais na festa. Para quem achava que ia ser uma monotonia insuportável, até que foi maravilhosa. Meu dia tinha sido muito bom.
No sábado, eu tive cursinho de inglês e espanhol. Estou enjoada e mal posso esperar para ficar de férias. Apesar de que é bom ficar gozando com a cara dos meninos, enfim. Quando eu entrei na internet (porque agora eu estou viciada no rpg), fui direto para o Fora do Personagem da Juste, que, para os desconhecedores do jogo, é um lugar onde os jogadores podem conversar em off. Para mim, é o melhor lugar de toda a Beauxbatons, onde eu passo minhas tardes, noites e manhãs conversando com o pessoal. Não tem coisa melhor para fazer na internet, é sério. E assim, nós afundamos o lugar no que a gente chama de flood, que são posts desnecessários, entendem? Para conversar besteiras. Como eu não posso entrar no msn, nem no y!m, nem no orkut, nem no fotolog, nem em nada que diga 'comunicadores de internet', o FdP era o meu porto seguro, lugar onde eu podia conversar com o pessoal, era só diversão, e eu estava sempre rindo litros. Eu estava adorando mesmo aquilo, vocês não tem noção. Mas como tem alguém lá em cima que não gosta de me ver muito feliz, aconteceu algo para acabar com a minha felicidade.
Já fazia algum tempo que alguns jogadores reclamavam da desorganização do nosso FdP, porque todos os tópicos estavam cheios de flood. Mas flood para a gente é diversão, e qual é o objetivo do rpg se não divertir? O pessoal apagou todos os tópicos e colocou tópicos novos, com flood proibido. Vocês não têm noção de como eu me senti mal quando abri o link e vi o FdP daquele jeito. Estou com vontade de chorar até agora, para quem me conhece, sabe que eu sou assim mesmo. Mas gente, não precisava ter tomado uma medida tão drástica. Mas já que as pessoas tomaram, e que eu não era importante o suficiente para ficar sabendo sobre, tendo que descobrir sozinha, ao abrir o link, então eu também tomarei medidas drásticas. Conversei com o Dedeu depois, e esclareci o que eu pensava sobre a decisão que eles haviam tomado. Ainda deixaram um tópico para o flood, mas antes eram todos, é diferente. E se o objetivo era animar a gente para postar mais, não funcionou comigo. Eu estou totalmente desistimulada para postar. Ontem eu devo ter feito uns mil posts, sério. Postei na Festa e em vários outros rp's. Não acho que o flood me impede de postar, de jeito nenhum. Acho até que me inspira. Mas se essa não é a opinião dos meus caros compaheiros da Juste, eu não posso fazer muita coisa além de respeitar. Se eles não querem flood, eu não floodo. Nâo estou com cabeça para isso, não estou com vontade mais. Se o objetivo era esse, então parabéns. Vocês conseguiram. Que ótimo, não? Ainda levam de bônus as lágrimas que rolaram pelo meu rosto. Queria não ser tão sentimental, eu sou é fresca mesmo. Mas eu precisava desabafar isso em algum lugar. Desculpa.
- Location:Gramado
- Music:Além do que se vê - Los Hermanos
Eu detesto o Sâo João, sério. Esse ano nem foi tão ruim assim, mas não consegue ser bom. Eu ainda estava na casa de Eli na hora do almoço, quando a minha querida mãe veio me resgatar. Passei a tarde na internet, porque eu estou de férias, é sempre bom frizar. Tentei fazer uma biografia para um personagem novo lá em Beauxbatons, vai se chamar Billy Smichtt, é o irmão da Donna, que está saindo agora, coitada. Ela nem teve trama. Eu ia até fazer outra personagem menina, mas quando eu lembrei que tinha citado o irmão da Donna inúmeras vezes na biografia, resolvi inscrevê-lo. Até porque a atriz que eu iria usar foi escolhida por outra garota lá. Estou com uma coragem de postar aqui hoje, que vocês não sabem. Até porque ontem minha mãe me expulsou da internet, e eu não consegui terminar nada do que estava fazendo. Fiquei com dois posts e uma biografia para fazer hoje. Sem falar que eu fiz kits novos para a Lynn, Brooke e Billy. Ficaram ruins como de costume, mas o que importa é que eu tento. Ontem ainda teve a festa de São João do colégio, que eu pretendo resumir nos próximos dois paragráfos. Não aconteceu nenhum fato interessante, mas é sempre bom recordar os momento importantes de nossa vida, se é que esse foi um deles.
Primeiramente, eu não tinha como ir, pedi para que o pai de Eliane me levasse de carro, mas infelizmente ocorreu um imprevisto e ele não pôde. Mas eu acabei convencendo a minha querida mãe a me levar. A festa estava marcada para as cinco horas, mas é claro que não ia começar pontualmente. Quando faltavam cinco minutos para as cinco, eu resolvi que não iria porque minha mãe estava me enchendo o saco por causa do meu singelo atraso. Terminei concordando em ir, porque forças do além atuaram sobre mim. Forças do além, nada. Eu queria mesmo ver o pessoal pagando mico na quadrilha. Me arrumei rápido, e não vou perder meu tempo descrevendo a minha aparência horripilante aqui. Quando cheguei no local, não precisei comprar ingresso, porque a mãe de Eliane tinha um sobrando. Encontrei com Jorge, Yalis e Eliane na mesa. Vamos pular a parte chata da festa. Basicamente, nós comemos, bebemos, conversamos e vimos as apresentações. Ri muito durante a quadrilha, sem noção. Foi muito engraçado. Ainda queriam que eu fosse dançar com Tiago Roberto, mas nem fui. Não quis dançar com Jorge, não ia querer com ele também. Foi melhor ficar rindo da cara deles de fora, mesmo. Até tirei umas fotos, quem quiser ver, estão no orkut da Eli, eu acho.
A melhor parte da festa, foi a que eu menos gostei. A banda convidada começou a tocar o bom forró pé-de-serra. Mas algo me segurava na cadeira. Quase esqueci de falar que hoje eu fui para o SENAI, mesmo sem ter aula, e as coisas não foram muito boas, devia ter ficado em casa, e talvez minha noite tivesse sido melhor. A pessoa com quem eu queria falar foi para casa, e deixou que eu ficasse esperançosa sem motivos, acabou com o meu dia. Pelo menos tirei fotos com Renan e Samanta, e uma ou outra ficaram muito legais. EU QUERO AS FOTOS. Mas continuando com a festa, esse clima triste me contagiou o resto do dia. Não queria dançar, só queria que a festa acabasse logo. Depois de muita insistência de Jorge, a gente dançou. Para mim, já tinha bastado pela noite, mas foi aí que eu vi aquela figura que me chamou a atenção. Nossa, como ele era fofo. Os cachos do seu cabelo tinham um certo balançar especial, diferente de tudo o que eu já vi. Sabia que era só mais uma ilusão, mas não me importava em ficar iludida durante alguns minutos. Eliane falou com alguém, avisando que eu queria dançar com o dito-cujo. Ele disse que ia me chamar, tudo bem. Eu não queria nada mais que uma dança, acho. Mas se acontecesse, tudo bem. Acontece que nós fomos embora antes que o garoto pudesse tomar coragem para me chamar para dançar. E eu fiquei só no "se". Quando a gente estava indo em direção ao carro, o garoto, e uma amigo dele, que era um dançarino nato, chegaram na porta, e pareciam procurar por algo (ou alguém). Me deixem sonhar um pouco e pensar que ele tinha vindo atrás de mim, mas eu já estava dentro do carro. Fim do sonho, eu estava indo para casa, e ele tinha ficado lá. Hora de voltar a viver.
- Location:Recife
- Music:Asa Branca - Luiz Gonzaga
Dois dias sem postar, porque eu estava fazendo coisas melhores do que entrar na internet. Será que alguém já parou para pensar quanto tempo de nossas vidas nós gastamos em frente a tela de um computador? É muito tempo. Tempo esse que deveria estar sendo gasto com coisas mais úteis, ou até mesmo mais prazerosas. Fica a dica. Enfim, começarei contando a minha experiência de extrema importância, quando eu dormi na casa de Eliane Lopes de Lima. Primeiro, eu nem ao menos posso dizer que dormi lá, porque devo ter passado a maior parte do tempo acordada, então diremos que eu passei a noite na casa dela. Assim parece que fui jogada para fora de casa, e me abriguei lá, mas deixem que eu continue. O trabalho que eu tive para convencer minha mãe foi o de sempre. Ela nunca tem nada contra, e nem poderia, eu me esforço naquela porcaria de colégio o ano todo, e ela não me deixaria sair? Eu fujo de casa. Mas ela deixou, é o que importa, logo é o que vale.
Minha querida mãe me levou até a dita casa por volta das seis horas da tarde. Eu trajava uma calça jeans skinny, numa cor escura, uma bata verde, e sandálias de cor prata. Sem esquecer da minha gigantesca pulseira. Lendo aqui pareceu estranho, mas até que nem tanto. Não me preocupei em colocar maquiagem, pois eu tinha feito isso na noite anterior, e por mais incrível que pareça, ela ainda estava no meu rosto, então passei apenas um lápis preto. Pensava eu que ia chegar atrasada, mas isso nunca acontece, as coisas nunca começam na hora prevista. Depois de falar com todos os parentes possíveis da minha anfitriã (ela tinha muitos, acreditem), nós fomos para aquele lugar em cima da casa, que as pessoas denominam laje. Nunca vi nome tão estranho quanto esse. A dita laje é um lugar ótimo, com o vento batendo no rosto, uma paz adorável. E dão esse nome terrível a pobre coitada. Sendo o mais sincera possível, se eu já era obesa quando lá cheguei, agora tenho obesidade mórbida. Nunca comi tanto como lá. Quando cansamos de conversar nossas potocas lá em cima, e comer os maravilhosos quitutes, descemos novamente.
- Location:Amsterdã
- Music:Ontem - CPM22
Why can't we be friends?
I seen you 'round for a long long time
I really 'membered you when you drink my wine
I seen you walkin' down in Chinatown
I called you but you could not look around
Why can't we be friends?
I bring my money to the welfare line
I see you standing in it every time
Why can't we be friends?
The color of your skin don't matter to me
As long as we can live in harmony
Why can't we be friends?
I'd like to be the President
so I can show you how your money's
Why can't we be friends?
Sometimes I don't speak too bright
but yet I know what I'm talking about
Why can't we be friends?
- Location:Quebec
- Music:Três Porquinhos - B5
Como havia dito, se eu tivesse arranjado qualquer coisa para fazer, eu só postaria hoje. Então, eu arranjei algo. Depois de algumas horas, eu finalmente consegui convencer os meus queridos pais a ir até o Recife Antigo. Foi bem legal lá, o suficiente para melhorar o meu dia. Não tinha muita gente bonita, mas tinha uma música legal, eu acho. Só fui pra engordar, visto que as minhas tentativas de me conter foram falhas. Nós saímos de lá relativamente tarde, e ainda passamos na locadora, para satisfazer o meu desejo momentâneo de assistir filmes. Bom, eu loquei alguns legais: Ponte para Terabítia, De Repente é Amor e os Seis Signos da Luz. Depois eu mando um projeto de resenha sobre os filmes, avisando logo que chorei litros assitindo o primeiro filme, e isso porque já é a quarta vez que eu assisto. Os outros dois foram legais também, mas eu achei o terceiro muito vago, faltava muita coisa, não sei. E o outro é lindo mesmo, eu já assisti um milhão de vezes, e não canso de assitir, é tipo o Castelo Animado, ou a Viagem de Chihiro, que eu assisti treze vezes seguidas quando estava com dengue. Mas eu sou normal, juro.
Também como eu já havia dito, Eliane me chamou para vir até a casa dela hoje, para passar a véspera de São João, e como minha mãe não deixou que eu postasse quando estava em casa, eu estou postando cá. Bom, Eli tem um blog, daí eu falei para ela que eu tinha um LJ, e ela falou que ia fazer um também, então, se ela for ler esse post, "ELIIII <3". Pronto, pronto. Mas enfim, eu vou ajudar ela a fazer um bem legal. Eu trouxe o filme que eu falei para a gente ver, porque eu estou querendo chorar junto de mais alguém. Inclusive, eu descobri que o título do LJ da Fran é uma parte da música do filme, que lindo, não? Adoro fazer essas descobertas. Mas música é muito linda, pessoas. Quando eu terminei de ver o filme a primeira vez, eu já estava chorando litros, e ainda coloquei a música de novo. Daí foi que as lágrimas escorreram pelo meu rosto mesmo. Deixa só alguém ler isso para me chamar de emo, não é? Mas assistam o filme e escutem a música, se vocês aguentarem sem chorar, bom, ponto pra vocês, pessoas frias. Pronto, parei.
Eu vou dormir aqui hoje, segundo Eli com muitos mosquitos, mas eu não tenho medo deles. Amanhã eu conto mais sobre o meu, digamos, passeio, não é? Pelo menos não estou passando as férias em casa. E tenho que tentar estudar porque tem muitas provas na quinta. E eu ainda não estudei direito, enfim. É a vida, altos e baixos. Estou anciosa para ver filme, estou anciosa para comer as coisas que a mãe de Eli fez/comprou, estou anciosa para sair logo daqui, porque tá quente. E todo mundo tá de casaco de frio, mas eu estou realmente com muito calor. Não vou entrar no orkut esses dias, eu quero fazer com que alguéma acredite que eu estou viajando, como as pessoas normais fazem nesses tempos. Mas eu acho que eu não vou conseguir enganar ninguém. Até porque eu estou postando aqui, e se alguém for olhar a data, vai saber que eu estou com computador. Mas qual o problema? Eu não posso ter um computador no meu interior brabo? Não. Mas eu vou tentar, de repente alguém acredita. Enfim, até amanhã pessoas do meu coração. Beijonabunda.
- Location:Florença
- Music:Someday - Steve Earle
Não sei se exite coisa pior do que passar um dia que deveria ser animado, em casa. E o pior é quando você passa a semana toda, inclusive o sábado, acordando cedo todos os dias. Daí, chega no domingo, e você pensa que vai dormir até a segunda. Mas adivinhem? Você se levanta as seis horas da manhã, quando todas as pessoas normais desse mundo estão dormindo, e só você está acordado na face da Terra. Bom, foi o que aconteceu comigo. Aliás, bom não, ruim. Eu olho pro teto, que inclusive está pintado de preto, me viro para um lado, me viro para o outro. Se eu não pudesse dormir, certamente estaria com sono, mas só porque me deram essa regalia, o sono não vem. Quer ver como um dia pode piorar? Eu entro na internet, e não tem nem sombra de gente online. Resolvo compartilhar o meu sofrimento momentâneo por aqui, porque nem os meus queridos amigos virtuais estão na internet. Talvez porque eles sejam pessoas normais que durmam até tarde no domingo, principalmente quando estão de férias.
Estou cansada dessa monotonia que vem me atormentar. Só para constar, amanhã é véspera de São João, e eu não iria para lugar algum se não fosse a minha querida amiga Eliane Lopes, que me chamou para uma espécie de festa junina que vai ter em sua casa. Tenho a festa do colégio na quarta, que eu esqueci totalmente de comprar o ingresso, por isso vou pagar dois reais a mais, pra comprar na hora. E tenho a festa do Colégio da Polícia, que vai ser no sábado. Até lá, pretendo arranjar mais alguma coisa pra fazer nesse meio tempo, além de ir comer pizza com as meninas do Senai. Falando nisso, preciso ligar pra um monte de gente nessas férias. Acreditam que esse ano o colégio estava de bom humor e nos deu um mês inteiro de recesso? É por isso que tenho que marcar encontros com todos da minha rede de amigos. E pra isso, eu preciso fazer compras, porque só com as minhas cinco blusas e uma calça novas, eu não vou poder sair tanto assim. Acho bom arranjar algum dinheiro logo, ou vou acabar surtando pela falta de roupa.
Não aguento mais ver as porcarias que estão passando na Globo. Alguém pode por favor trocar de canal, porque eu não estou achando o controle, e a TV deve estar a uns três passos de distância de mim. Eu quero ver filme, mas a locadora ainda está fechada a essa hora. Que coisa, parece que tudo conspira para que o meu domingo seja passado dentro de casa. Mas a minha disposição para sair hoje não é das melhores, já bastou ontem, quando eu saí para correr na Lagoa do Araçá, e acabei comendo duas fatias de uma torta deliciosa e com muitas calorias. eu preciso emagrecer urgentemente, ou não vou para o passeio do colégio. Enfim, talvez eu escreva de novo ainda hoje. Se o meu domingo melhorar, eu só posto amanhã, mas se eu resolver asssistir filme, venho falar sobre eles. Beijonabunda.
- Location:Hamburgo
- Music:Yesterday - Beatles
Vocês não têm idéia do quando é difícil se descrever. Para dizer o que algo ou alguém é, não é necessário apenas tirar conclusões idiotas e escrever. Principalmente quando esse alguém é você mesmo. Cada pessoa tem um ponto de vista e uma opinião diferente da outra, então, como eu poderia afirmar algo, se para aquele cara de blusa azul que está passando na rua, isso não é verdade? Mesmo assim, eu vou tentar escrever algo decente aqui, simplesmente porque eu nunca fiz isso.
Meu nome é Alessandra Karla Sobral Poroca. Mas me chame de Alê, por favor. Eu detesto meu nome desde que eu descobri que o tinha, e, se é que você quer saber, eu odiava ter que escrevê-lo milhões de vezes no meu caderno de caligrafia. E eu perguntava a minha querida mãe porque não me colocara um nome mais simples, como Ana. E ela, gentilmente gritava que se eu reclamasse mais uma vez, ela colocaria meu nome Furisteca. Então, eu calava. Na época, me parecia uma ameaça terrível.
Eu me escondo na cidade de Recife (em Pernambuco, pros ruins de Geografia). É a segunda capital mais perigosa do Brasil, ou seja, você não pode nem ao menos sair na rua, que já corre o risco de ser estuprada e morta na próxima esquina. E é por isso que a minha mãe não me deixa sair quase pra lugar nenhum, com medo que algo aconteça. Ela está certa, eu sei, mas mesmo assim, eu ainda quero sair com meus amigos, que tem pais mais despreocupados e irresponsáveis que os meus. Isso soou estranho, não foi? Apesar disso, eu não trocaria os meus por nada nesse mundo, sério.
Acredite ou não, eu tenho catorze anos. E se não quiser acreditar, guarde a sua dúvida para si mesmo, porque eu não aguento mais ouvir alguém dizendo que eu não pareço ter essa idade. Nossa, que coisa, não? Bom, eu acho que eu sei bem disso, porque me olho no espelho todos os dias pela manhã. E, acreditem, eu quero ter os meus catorze anos. Quero vivê-los intensamente, pois eles não voltam mais. Quero viver o dia de hoje, sem esquecer do que aconteceu ontem, e do que me espera amanhã.
Não force a barra pra seu meu amigo, é sério. Eu tenho muitos amigos, e me orgulho em dizer isso, porque cada um deles é um jóia rara que está bem guardada no meu coração. Mas se eu não te conheço de canto algum, e você vem falar comigo do nada, eu vou achar muito estranho, convenhamos. Se a gente tem que ser amigo, pode deixar que o destino vai dar um jeito de cruzar os nossos caminhos, de um jeito ou de outro. Não me importo se você não mora aqui no meu fim de mundo, a amizade vai ser a mesma a mil quilômetros de distância. Mas se for pra acontecer, vai acontecer, simples assim.
Já que chegamos no assunto 'amigos', deixe que eu esclareça logo. Eu tenho os MELHORES amigos do mundo. Sério mesmo, os melhores. E eu amo muito a cada um deles, são os meus presentes de Deus. Que me aconselham, que estão do meu lado em qualquer situação, por pior que for. São aqueles que sabem a hora certa de se jogar nos braços e gritar, e sabem a hora de oferecer um ombro amigo. Eu guardo os momentos especiais que passamos juntos num lugar especial do meu coração. Independente, da distância que separa alguns deles de mim, os corações amigos estão sempre juntos. Eu amo todos vocês.
Até agora, eu só tenho falado da parte rosa da minha vida, por assim dizer. Mas eu não sou essa criatura perfeita que acabei de citar. Na verdade, eu nem ao menos sei como as pessoas que me rodeiam conseguem me aguentar. Eu sou cismada com tudo em mim,eu me acho um lixo. E vou continuar me achando assim, independente do que você diga. Eu sou feia, chata e burra. Pronto, é isso. Se ainda quiser ter algum tipo de relacionamento comigo, procure me aguentar. Tenho crises de riso e crises de tristeza. Sou estranha assim, mas apesar de tudo, eu posso dizer que sou feliz.
Estudo na Escola do Recife, e estou cursando o primeiro ano do ensino médio. Desde 2005 que eu estudo nessa escola, e que eu vejo os mesmos rostos. E você pensa que eu canso de vê-los? Se engana. Cada dia que passa, eu só consigo pensar que um dia isso vai acabar e eu não seu como eu vou viver sem ter que aguentar o meu povo todos os dias. Eu não me acho inteligente, muito menos estudiosa, mas pelo menos uma vez aqui eu vou me render ao que os outros falam. Pode-se dizer que eu não costumo tirar notas baixas com frequência, e quando acontece, eu entro em desespero. Esse ano o governo inventou um dito Vestibular Seriado que está me tirando do sério. Nunca estudei tanto assim. Porque nós, os primeiros anos de Pernambuco somos as cobaias desse novo sistema de avaliação. E os professores ainda pegam no nosso pé. Eles acham que só temos a matéria deles, e nada mais. E não querem que nós, alunos, tenhamos vida social.
Eu faço um curso técnico de Informática no SENAI. Eu adoro tudo naquele lugar, desde as aulas chatas de professores que não sabem nem o próprio nome até ficar rindo pelos corredores com as meninas. O pessoal de lá, tem gente de todo o tipo, mas a maioria muito legal. Meu pessoalzinho do SENAI, eu amo vocês demais, ok? Vocês estão no meu coração. Todas as risadas, os micos, as palhaçadas, as choradeiras, os momentos 'emo', e tudo o que eu passo com vocês é de extremo valor pra mim.
Bom, eu sou muito estranha em relação ao amor, eu me afeiçoou muito rápido pelas pessoas, e às vezes dou a entender que estou apaixonada, sem realmente estar. E muitas dessas vezes, eu mesma acredito nessa falsa ilusão. Mas amor de verdade, foram poucas vezes que eu já senti. Porque existem várias formas de amor. Se um dia eu disser que te amo, guarde bem esse momento, eu não costumo repetir muito. E se eu disse, então é verdade. Eu te amo é uma coisa muito forte, acredite.
Eu pratico judô, tenho alguns títulos pra me gabar, mas nos últimos tempos eu tive algumas decepções em relação a esse tema, que me fizeram parar com as competições, pelo menos nesse ano. Ano que vem, eu vou pensar muito sobre voltar. Não sei se consigo viver sem ouvir um 'ippon' perto de mim. Judô é muito importante pra mim, e algumas vezes, as pessoas não entendem isso, mas é como se fosse um pedaço da minha vida, é essencial.
Há dois anos eu faço curso de inglês e de espanhol. confesso que não tenho o mínimo talento para espanhol, é sério. Nenhum mesmo, mas como vai ser necessário para o meu futuro acadêmico, estudo muito. Já o inglês, é a minha paixão. Eu amo falar inglês, adoro passar duas horas falando só inglês com as meninas do curso e com a professora. E o melhor, quando eu saio da sala, não estou mais pensando em português, mas sim em inglês. É uma sensação indescritível, que só quem ama o inglês e já sentiu isso, sabe do que eu estou falando.
Eu jogo RPG num board muito legal. Eu nunca tinha me divertido tanto em um site na internet, como estou me divertindo lá. É tão bom escrever, soltar o verbo. Quebrar as teclas do teclado aqui de casa não é tão legal, minha mãe briga. Enfim, é muito bom mesmo, e eu já me apeguei ao pessoal de lá. O que eu disse? Me apego muito rápido, e eles já estão no meu coração. É isso.
Amo muito, muito minha família. Daria minha vida por qualquer um deles. Até pelo pirralho chato do meu irmão, que adora me estressar, mas eu amo mesmo assim. Sempre existem horas que dá uma vontade de desistir de tudo, de dar banana para o mundo, e sair de casa, andando sem rumo. É, eu sou assim. Ainda sou aquela que acredita que o mundo ainda vai ser um lugar melhor, pra mim e pra você. Um mundo com mais sorrisos, com mais 'eu te amo'. Sonhar não é errado. Sem os sonhos, não a motivo pra viver, não há objetivos, não há nada. É o que eu penso. Logo, é o que eu sou.
- Location:Paris
- Music:Umbrella - Vanilla Sky
